Sobre roteiristas e Paul McCartney



A função de um roteirista é autoexplicativa: Ele escreve roteiros! De acordo com a lenda, o roteirista é uma pessoa geralmente antissocial, que quase nunca vê o sol e troca o dia pela noite debruçado sobre seu teclado e sua pilha de papeis - mas você não acredita em mula sem cabeça, né?

A verdade é que a maioria do que envolve uma cena precisa de um roteiro. Ele serve como guia, o ponto de partida para o filme, a peça teatral, a matéria jornalística, o vídeo do vlogueiro no youtube... É a partir do roteiro que toda a equipe se organiza - a primeira reunião, aliás, costuma ser uma leitura coletiva bem divertida. Os diretores visualizarão as cenas, atores construirão seus personagens, produtores pensarão nas locações, figurinistas pensarão nas roupas, e assim por diante.

Mas de onde vem a ideia de um roteiro? Eis a pergunta que certamente está entre as preferidas dos jornalistas em coletivas de imprensa: "Senhor, de onde surgiu a ideia para essa história?". O fato é que as respostas para esta pergunta nunca se esgotam. Sabem muito bem os filósofos que o campo das ideias é dark and full of terrors vasto. Um roteirista, enquanto profissional criativo, sabe-se lá de onde sua mente vai tirar aquele estalo de eureka! A grande ideia pode surgir enquanto se lê um livro, durante uma viagem de ônibus ou após um show do Paul McCartney. Pelo menos foi isso o que aconteceu com Joel Souza.

Em uma fatídica madrugada após o show do referido cantor, Joel teve seu sono perturbado. "A CASA CONECTADA" finalmente tomava forma. O que antes era apenas uma ideia com muitas pontas soltas agora finalmente se encaixava. "Resolvi escrever logo para não esquecer. Peguei o computador, e umas 3 horas depois eu tinha um argumento de 5 páginas com o filme inteiro, começo, meio e fim. Nem sei muito bem de onde veio tudo, simplesmente veio", ele conta.

Senhoras e senhores, com vocês, uma cena de "A Casa Conectada"!

A partir daí, bastou a insistência dos amigos para que o argumento se transformasse em roteiro: "Precisei que mais umas cinco pessoas o lessem e insistissem para que eu o escrevesse para eu finalmente criar essa disciplina de me sentar e escrevê-lo. Porque o mais importante ao escrever um roteiro é isso: Ter disciplina. Nenhuma história vai se escrever sozinha. Você pode até ter a ideia completa, mas depende da sua persistência em sentar a bunda na cadeira e escrever a história direito", conta Joel.

E para escrever um roteiro é preciso conhecer algumas ferramentas. Estudar, obviamente, é essencial. Uma rápida visita à sessão correta de bibliotecas ou livrarias já é o suficiente para revelar vários guias, e ler roteiros também é essencial (é possível encontrar alguns roteiros de filmes conhecidos na internet). Além disso, é preciso dominar a formatação: "Nenhum produtor que se preze vai dar atenção a um roteiro sem formatação. Para ajudar com isso, existem vários programas que já cuidam dessa parte. O mais famoso e mais antigo deles é o Final Draft, mas como ele é muito caro, o mais usado no meio independente é o Celtx, que em sua versão mais básica é de graça", Joel explica.

E você, tem alguma ideia para um roteiro? Acompanhe o diário de produção de "A Casa Conectada" e saiba muito mais!

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